UMA DAMA FORA DOS PADRÕES
“Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados…Esta não é uma dessas vezes.Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito… algum dia.Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria…Ou não.Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso…Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.”
Eu sou fã de carteirinha de romances históricos e de época e sempre estou à procura da minha próxima leitura desse estilo. Uma das minhas autoras favoritas é a Julia Quinn, uma das rainhas do gênero com diversas séries de sucesso, em destaque Os Bridgertons. Assim, quando eu vi o título em inglês de "Uma dama fora dos padrões" (ou "Because of Miss Bridgerton), eu já fiquei extremamente ansiosa para a leitura que inauguraria outra série da Julia "Os Rokesbys", que contará a história dos irmãos dessa família.
O livro foca na história de Billie Bridgerton (a Miss Bridgerton do título) e George Rokesby. As famílias dos protagonistas são vizinhas e amigas há muito tempo, e eles, entretanto, não se suportam. Porém, um acidente no começo do livro envolvendo um gato, uma escada e um telhado, logo trata de aproximar os dois.
Eu gostei muito do mocinho e da mocinha. Billie é uma mulher bem a frente de seu tempo, não se sujeitando as pressões sociais que ditam como uma dama deve agir; ela usa calças, ajuda seu pai nos negócios e tem um coração de ouro e muita coragem. George, por sua vez, é o típico cavalheiro, mas também muito moderno e que acredita que as mulheres são mais do que enfeites.
Um toque legal que a autora deu ao protagonista masculino foi a sensação de não estar sendo tão útil quanto deveria, pois os outros irmãos do George servem no exército/marinha (exceto o mais novo, que ainda é uma criança) e ele não, por ser o mais velho e herdeiro das terras. Por causa disso, ele se sente um deixado para trás e até um tanto inútil, por simplesmente administrar os negócios da família enquanto seus irmãos arriscam a vida. Isso deu um toque de realismo ao personagem, ao mesmo tempo que auxiliou a reforçar ainda mais o amor e amizade que existe entre os Rokesby.
O livro é muito bem humorado e com a graça típica de livros do gênero, que te deixam com um sorriso no rosto durante a leitura. O cenário da história (a Inglaterra rural), também dá seu charme ao livro, princialmente para os fãs mais fervorosos de Jane Austen.
Tenho que admitir, entretanto, que o livro não é um dos meus favoritos da autora, pois em alguns momentos achei o relacionamento gato-e-rato dos protagonistas meio cansativo. Mesmo assim, a leitura vale - e muito! - a pena.
P.S: O irmão da Billie é o Edmund, alguém bem conhecido para quem leu a série "Os Bridgertons". E quem, como eu, leu "O Despertar de Violet", provavelmente vai sentir uma pontadinha no coração só de ler o nome do peronagem, mesmo que ele não tenha grande importância na história.
UM MARIDO DE FAZ DE CONTA
“Enquanto você dormia…Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira…Eu disse a todos que era sua esposa.Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.Quem dera fosse verdade…Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.”
Eu fico até mais feliz só de falar desse livro. Apesar de saber que eu leria toda a série dos Rokesbys mesmo não tendo amado o primeiro livro, foi uma surpresa agradabilíssima ler um segundo livro com uma história (ao meu ver) mais delicada e significativa. Além disso, foi um certo alívio sair dos cenários europeus e ler um livro de época que se passa nas Américas, no período da Guerra da Independência Estadunidense.
Um marido de faz de conta nos traz a história de Edward Roskeby, um capitão do exército inglês e irmão do protagonista do livro anterior, e Cecília, irmã do melhor amigo de Edward, Thomas, que também é um oficial do exército inglês.
Cecília e Edward haviam desenvolvida uma certa amizade, antes mesmo da história começar e eles nunca terem se visto pessoalmente, graças às cartas do irmão da moça. Geralmente, acrescentavam no final das correspondências algumas linhas um para o outro; uma amizade epistolar, assim, é criada.
Edward porém sofre um acidente e Cecília, que havia ido para as colônias a procura do irmão desaparecido, resolve se passar por sua esposa, para poder cuidar do amigo no hospital (já que apenas a entrada de parentes é permitida). Quando Edward acorda, ele está sem memória dos últimos meses e fica muito confuso ao descobrir que tem uma “esposa”.
Ah, gente! Suspirei o livro todo. A mocinha é uma pessoa boa, porém decidida, com motivações justas paras suas ações e desculpas cabíveis para seus erros, sendo realista e doce, ao mesmo tempo. O mocinho é um príncipe de tão maravilhoso (*suspira loucamente*), além de lindo, é inteligente, educado, gentil, leal e todos os outros elogiads que fazem dele um perfeito cavalheiro.
O romance, então, nem se fala. Foi extremamente bem construído. Julia Quinn se superou nesse livro, que virou o meu favorito da autora. Recomendo muito a leitura do livro, principalmente para quem ama pitadinhas de história (como eu). Finalizei o livro ansiosíssima pelo próximo, já cogitando ler a história do Andrew (o próximo irmão), na versão gringa mesmo.
P.S: a dedicatória é para uma amiga brasileira da autora e ainda faz referência a milkshake de ovomaltine. Como não amar a Julia, minha gente?
P.S.S: Não posso deixar de elogiar a editora pela edição dos livros, como sempre com essas capas lindas. Valorizo ainda mais o trabalho dos capistas que fazem as capas do livro da Julia Quinn, porque a capa americana dos livros dela são bem medonhas, como você pode ver abaixo:
P.S.S: Não posso deixar de elogiar a editora pela edição dos livros, como sempre com essas capas lindas. Valorizo ainda mais o trabalho dos capistas que fazem as capas do livro da Julia Quinn, porque a capa americana dos livros dela são bem medonhas, como você pode ver abaixo:


