quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Resenha dupla: Uma dama fora dos padrões / Um marido de faz de conta

UMA DAMA FORA DOS PADRÕES
Resultado de imagem para uma dama fora dos padrões
 “Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados…
Esta não é uma dessas vezes.
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito… algum dia.
Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria…
Ou não.
Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.
Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso…
Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.”
Eu sou fã de carteirinha de romances históricos e de época e sempre estou à procura da minha próxima leitura desse estilo. Uma das minhas autoras favoritas é a Julia Quinn, uma das rainhas do gênero com diversas séries de sucesso, em destaque Os Bridgertons. Assim, quando eu vi o título em inglês de "Uma dama fora dos padrões" (ou "Because of Miss Bridgerton), eu já fiquei extremamente ansiosa para a leitura que inauguraria outra série da Julia "Os Rokesbys", que contará a história dos irmãos dessa família.
O livro foca na história de Billie Bridgerton (a Miss Bridgerton do título) e George Rokesby. As famílias dos protagonistas são vizinhas e amigas há muito tempo, e eles, entretanto, não se suportam. Porém, um acidente no começo do livro envolvendo um gato, uma escada e um telhado, logo trata de aproximar os dois.
Eu gostei muito do mocinho e da mocinha. Billie é uma mulher bem a frente de seu tempo, não se sujeitando as pressões sociais que ditam como uma dama deve agir; ela usa calças, ajuda seu pai nos negócios e tem um coração de ouro e muita coragem. George, por sua vez, é o típico cavalheiro, mas também muito moderno e que acredita que as mulheres são mais do que enfeites.
Um toque legal que a autora deu ao protagonista masculino foi a sensação de não estar sendo tão útil quanto deveria, pois os outros irmãos do George servem no exército/marinha (exceto o mais novo, que ainda é uma criança) e ele não, por ser o mais velho e herdeiro das terras. Por causa disso, ele se sente um deixado para trás e até um tanto inútil, por simplesmente administrar os negócios da família enquanto seus irmãos arriscam a vida. Isso deu um toque de realismo ao personagem, ao mesmo tempo que auxiliou a reforçar ainda mais o amor e amizade que existe entre os Rokesby.
O livro é muito bem humorado e com a graça típica de livros do gênero, que te deixam com um sorriso no rosto durante a leitura. O cenário da história (a Inglaterra rural), também dá seu charme ao livro, princialmente para os fãs mais fervorosos de Jane Austen.
Tenho que admitir, entretanto, que o livro não é um dos meus favoritos da autora, pois em alguns momentos achei o relacionamento gato-e-rato dos protagonistas meio cansativo. Mesmo assim, a leitura vale - e muito! - a pena.
P.S: O irmão da Billie é o Edmund, alguém bem conhecido para quem leu a série "Os Bridgertons". E quem, como eu, leu "O Despertar de Violet", provavelmente vai sentir uma pontadinha no coração só de ler o nome do peronagem, mesmo que ele não tenha grande importância na história.

UM MARIDO DE FAZ DE CONTA

 “Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira…
Eu disse a todos que era sua esposa.
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.”

Eu fico até mais feliz só de falar desse livro. Apesar de saber que eu leria toda a série dos Rokesbys mesmo não tendo amado o primeiro livro, foi uma surpresa agradabilíssima ler um segundo livro com uma história (ao meu ver) mais delicada e significativa. Além disso, foi um certo alívio sair dos cenários europeus e ler um livro de época que se passa nas Américas, no período da Guerra da Independência Estadunidense.

Um marido de faz de conta nos traz a história de Edward Roskeby, um capitão do exército inglês e irmão do protagonista do livro anterior, e Cecília, irmã do melhor amigo de Edward, Thomas, que também é um oficial do exército inglês.
Cecília e Edward haviam desenvolvida uma certa amizade, antes mesmo da história começar e eles nunca terem se visto pessoalmente, graças às cartas do irmão da moça. Geralmente, acrescentavam no final das correspondências algumas  linhas um para o outro; uma amizade epistolar, assim, é criada.
Edward porém sofre um acidente e Cecília, que havia ido para as colônias a procura do irmão desaparecido, resolve se passar por sua esposa, para poder cuidar do amigo no hospital (já que apenas a entrada de parentes é permitida). Quando Edward acorda, ele está sem memória dos últimos meses e fica muito confuso ao descobrir que tem uma “esposa”.
Ah, gente! Suspirei o livro todo. A mocinha é uma pessoa boa, porém decidida, com motivações justas paras suas ações e desculpas cabíveis para seus erros, sendo realista e doce, ao mesmo tempo. O mocinho é um príncipe de tão maravilhoso (*suspira loucamente*), além de lindo, é inteligente, educado, gentil, leal e todos os outros elogiads que fazem dele um perfeito cavalheiro.
O romance, então, nem se fala. Foi extremamente bem construído. Julia Quinn se superou nesse livro, que virou o meu favorito da autora. Recomendo muito a leitura do livro, principalmente para quem ama pitadinhas de história (como eu). Finalizei o livro ansiosíssima pelo próximo, já cogitando ler a história do Andrew (o próximo irmão), na versão gringa mesmo.
P.S: a dedicatória é para uma amiga brasileira da autora e ainda faz referência a milkshake de ovomaltine. Como não amar a Julia, minha gente?
P.S.S: Não posso deixar de elogiar a editora pela edição dos livros, como sempre com essas capas lindas. Valorizo ainda mais o trabalho dos capistas que fazem as capas do livro da Julia Quinn, porque a capa americana dos livros dela são bem medonhas, como você pode ver abaixo:


Resultado de imagem para uma dama fora dos padrões
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...